sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança

Hoje é o Dia Mundial da Criança, por isso desejo

Um feliz 
Dia da Criança 
para todas as 
crianças do mundo!

(imagem da net)

sábado, 28 de abril de 2012

Um desenho de José de Lemos

Este desenho foi oferta do escritor e ilustrador José de Lemos, há muitos anos (33, para ser exacta).

Havia nessa altura um programa infantil na Rádio, que eu ouvia sempre. Para além de contarem histórias e passarem música infantil, costumavam entrevistar pessoas conhecidas e uma vez entrevistaram José de Lemos.
Na semana antes convidavam os ouvintes a escreverem para o programa, colocando questões ao entrevistado. Eu também escrevi e fizeram-lhe as perguntas que fiz.
Nessa carta perguntei ao escritor qual era o seu trabalho e se podia enviar-me uma amostra.
E José de Lemos enviou-me este desenho feito por ele, que ainda conservo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O menino que queria ver o Pai Natal


Era uma vez um menino que queria ver o Pai Natal, mas toda a gente lhe dizia que ninguém via o Pai Natal.
Certo dia, o menino foi com a mãe à cidade fazer compras para o Natal.
No Centro Comercial viu o Pai Natal a falar com os meninos e com as meninas e a dar-lhes presentes.
O menino também foi para a beira dele e o Pai Natal pegou nele ao colo e deu-lhe um presente.
O menino deu um beijo ao Pai Natal e tirou uma fotografia com ele.
Quando o menino veio embora com a mãe, trazia a fotografia para mostrar a toda a gente.
O menino estava muito contente.

Mais uma historinha que inventei para os meus filhos. Comecei a inventar depois de já lhes ter contado todas as que sabia e lido todos os livros que havia cá em casa.
Mas as crianças, quando gostam de uma história, querem ouvi-la vezes sem conta e ai se nos desviamos do que contámos anteriormente! Então comecei a escrevê-las num caderno e ilustrava-as com uns simples desenhos. Deste desenho eles riram tanto: é que desenhei o Pai Natal magro!


Eu evitava dar nomes aos personagens, principalmente se eram meninos, pois tinha dois filhos e queria que ambos se identificassem com o menino da história. 
De salientar que estas historinhas lhes foram contadas quando eles tinham 2 e 4 anos.


Felipa Monteverde


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os olhos que não queriam usar óculos


Era uma vez um par de olhos que vivia na cara de um menino.
Eram azuis e muito vaidosos por serem assim, pois toda a gente dizia que eram muito bonitos.

Um dia começaram a ver mal e a mãe do menino levou-o ao oftalmologista. O oftalmologista disse que o menino precisava de usar óculos.

Os olhos, quando ouviram isto, ficaram muito tristes, achavam que iam ficar feios com os óculos.
O doutor disse à mãe do menino que se escolheriam uns óculos bonitos, a condizer com os olhos tão bonitos que o menino tinha.

Os olhos então ficaram mais descansados; e quando se viram ao espelho até acharam que com os óculos ficavam ainda mais bonitos.
O menino foi para casa muito contente, com os óculos novos.


Escrevi esta pequenina história há uns 16, 17 anos, quando os meus filhos eram pequeninos (e o mais novo nem tinha nascido) para lhes contar à noite, antes de dormirem.
Dessa data são também estes simples desenhos.
Estes dias vi um post no blog do Menino João e lembrei-me dela. Procurei nos meus cadernos e encontrei-a. 
Publico-a dedicando-a ao Menino João, um menino muito inteligente e que gosta muito de livros.

Felipa Monteverde

Confira aqui o blog do João.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ena, quanta gentileza!


Vejam só quanta gentileza da amiga Chica:

http://sementinhasparacriancas.blogspot.pt/2012/04/carochinha.html

Obrigada, Chica amiga, nem tenho palavras para agradecer, fiquei muito feliz!

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Carochinha

Andava a Carochinha
Varrendo a sua cozinha
Quando encontrou um tostão
Que brilhava ali no chão.

«Um tostão, ai que riqueza!
Vou a um salão de beleza
Para ficar mais bonita,
E também compro uma fita!»

E como estava tão bela
Lá se foi pôr à janela
A ver as suas vizinhas
Trabalhando, as pobrezinhas…

Carochinha estava rica
E tão bonita, com uma fita
No cabelo a enfeitar
Que até pensou em casar.


«Há noivo prà Carochinha,
Nesse alguém que se avizinha?»
«Ão, ão!» respondeu um cão.
«Contigo não, contigo não!»

«Há noivo prà Carochinha,
Nesse alguém que se avizinha?»
«Miau, miau!» respondeu o gato.
Ela atirou-lhe um sapato!













«Há noivo prà Carochinha,
Nesse alguém que se avizinha?»
«Hi, hó!» respondeu o burro.
«Ai, tu não, que és casmurro!»

«Há noivo prà Carochinha,
Nesse alguém que se avizinha?»
«Hi, hi!» disse um ratinho.
«Anda cá, meu amorzinho!»


Carochinha se agradou
E com o rato casou;
Para a boda festejar
Muitos bolos foi comprar.

João Ratão ficou em casa,
Viu um caldeirão na brasa.
«Que cheirinho, ai que cheirinho!
Cheira a feijões e toucinho!»












Debruçou-se na panela
Caiu para dentro dela!
Chega então a Carochinha
Que já era viuvinha.

Vai à panela, coitada
Pra servir a feijoada…
«Ai, o meu rico maridinho
Na panela do toucinho!»













Chora agora, a Carochinha
Que é rica e viuvinha;
Chora o seu João Ratão
Mais cozido que o feijão.

Chora tanto, a Carochinha
Que é rica e viuvinha;
Chora o seu João Ratinho
Mais cozido que o toucinho.











(Texto e desenhos de Felipa Monteverde)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Capuchinho e o lobo

Imagem retirada daqui. 

Andava o lobo na floresta
À procura de comida
Capuchinho, com uma cesta
Ia a casa da avozinha.

O lobo viu Capuchinho
Viu a cesta que levava
Cheirou-lhe tanto a bolinho,
Com tanta fome ficava...

Capuchinho caminhando
Naquele feio caminho
E o lobo a espiando
Com a ideia no bolinho.

Chegando a casa da avó
Capuchinho logo entrou.
A velha não teve dó:
Dos bolinhos não gostou!

Atirou-os pela janela,
O lobo os apanhou;
Abriu logo a goela
E que contente ficou!

Felipa Monteverde