sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia da Criança


Hoje é o Dia da Criança, no Brasil.
Para todos os meninos e meninas desse país maravilhoso desejo um dia muito bem passado, seja na escola, em casa ou noutro sítio qualquer.

Para as crianças que estão internadas em hospitais, ou para aquelas que estão em casa com dói-dói, os meus desejos de rápidas melhoras, logo logo vai passar.

Beijinhos do tamanho do mundo para todas!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os três sacos vazios


Era uma vez uma menina, chamada Carolina, que vivia com a avó numa casinha que ficava no meio do bosque. Eram muito pobres, mas boas pessoas e amigas de toda a gente.
Um dia, Carolina ia a caminho da feira com uma cesta de ovos para vender, quando encontrou um pobrezinho que lhe disse:
- Dá-me esses ovos.
- Não posso – disse ela – que são para vender na feira e dar o dinheiro à minha avó.
Mas o pobrezinho disse outra vez:
- Dá-me esses ovos, que eu tenho fome.
Então Carolina teve pena dele e deu-lhe os ovos.
O pobrezinho deu-lhe um saco vazio e disse-lhe que só o abrisse em casa.
Quando a menina chegou a casa contou à avó o que tinha acontecido e mostrou-lhe o saco que o pobre lhe tinha dado.

A avó não ralhou com ela, porque também tinha pena dos pobrezinhos, mas não fez caso do saco e meteu-o numa gaveta.
Dali a dias Carolina ia novamente à feira para vender ovos. Pelo caminho voltou a encontrar o mesmo pobre, que lhe voltou a dizer:
-Dá-me esses ovos.
- Não posso, que são para vender – respondeu.
Mas o pobrezinho disse:
- Dá-me esses ovos, que eu tenho fome.
Então Carolina teve de novo muita pena dele e deu-lhe os ovos. O pobrezinho voltou a dar-lhe um saco vazio e disse-lhe que só o abrisse em casa.

Quando Carolina chegou a casa contou à avó o que tinha acontecido, e a avó não ralhou com ela, mas meteu o saco numa gaveta e não fez mais caso dele.
Dali a alguns dias voltou a acontecer o mesmo e Carolina voltou a casa outra vez com um saco vazio.
A avó da menina não ralhou com ela, mas disse que assim elas é que tinham de pedir esmola, pois já não tinham dinheiro nem ovos para vender.
A avó disse a Carolina que fosse à aldeia e que levasse um daqueles sacos vazios, a ver se lhe davam esmola.

Carolina pegou num saco e lembrou-se de que o pobre lhe tinha dito que o abrisse em casa. Abriu-o e começou a sair de lá muita comida, ela e a avó comeram e ficaram sem fome.
Então Carolina foi buscar os outros sacos para ver o que continham. Abriu um e de lá saíram vários vestidos iguais aos das princesas. Ela vestiu um e a avó vestiu outro e ficaram muito bonitas.
Carolina abriu o último saco e de lá saiu um príncipe, que lhe disse:
- Obrigado, minha boa menina, por teres quebrado o meu encanto. Fui encantado por um feiticeiro e metido dentro de um saco e só poderia ser desencantado por uma menina muito boa, que tivesse muita pena dos pobrezinhos.
O príncipe voltou depois para a sua terra e deixou com elas os dois sacos mágicos que tinham comida e vestidos.
A menina e a avó nunca mais passaram fome e davam muitas esmolas aos pobres que lá iam pedir. Andavam muito bem vestidas e ainda davam roupa aos pobrezinhos que andavam mal vestidos e com frio.
Entretanto, Carolina foi crescendo e tornou-se uma linda rapariga.
Um dia, o príncipe andava à caça por aqueles lados e lembrou-se de as visitar. Quando viu que Carolina era agora uma rapariga muito bonita apaixonou-se por ela e pediu-a em casamento. Ela disse que sim, pois nunca se esquecera dele.
Quando os dois casaram, Carolina e a avó foram viver para o palácio. E continuaram a ser amigas de todos os pobrezinhos.
(Imagem daqui)


terça-feira, 2 de outubro de 2012

A história preferida do Zezé


Esta é a história que o Zezé ouviu vezes sem conta, a que ele escolhia quando a mãe contava uma historinha para os filhos, antes de adormecerem.
Para o Zezé, aos 4 anos de idade, esta era a mais bonita das histórias.

O MENINO QUE QUERIA UM CARRINHO


 Era uma vez um menino que queria um carrinho, mas a mãe dizia que não lhe dava um carrinho, porque ele o estragaria. Ele prometia que não, que não estragaria, mas a mãe dizia que não acreditava nisso, que ele de certeza estragaria o carrinho.
Um dia a mãe foi à cidade e, para espanto do menino, trouxe de lá um lindo carrinho. E deu esse carrinho ao menino, que nem queria acreditar.
- É para mim? - perguntou.
- É, sim. - respondeu a mãe.
O menino ficou tão contente! Deu um beijo à mãe e foi logo a correr chamar pelo seu amigo João Pedro, para brincar com ele e com o seu carrinho.
Brincaram, brincaram, até que chegou a hora de o João Pedro ir para a sua casa e o menino teve de arrumar o carrinho e ir jantar.
À noite, na cama, adormeceu o menino tranquilamente, abraçado ao seu carrinho.

Felipa Monteverde